1001 Comidas #11

Algum tempo atrás eu tive a oportunidade de adquirir um exemplar de um livro chamado “1001 Comidas Para Comer Antes De Morrer”, e digo que vale a pena para os curiosos como eu.

Pensando nisso resolvi trazer uma série que chamarei “As 1001 comidas”, onde trarei todo mês dois alimentos  conhecidos ou não em nossas terras e do mundo a fora.
Convido a você a fazer parte desse desbravamento cultural e gastronômico.

Logo, se o que for postado tiver algum significado para você, deixe sua colaboração contando sua história nos comentários e assim agregará muito valor e conhecimento para todos nós.

As 1001 Comidas.

 

 

Tâmara Barhi.

Fruto de uma  palmeira, a Phoenix dactylifera, que cresce em cachos nos climas quentes desde o norte da África até a Califórnia, a tâmara vem sendo cultivada desde a pré-história. Nos primórdios das antigas civilizações no Egito e na Mesopotâmia, já era uma mercadoria importante e continua a ser um alimento fundamental no Oriente Médio e no Norte da África.

Tâmara Barhi.

O ciclo de amadurecimento é conhecido no mundo inteiro pelos nomes em árabe. Khalal indica uma tâmara que atingiu o auge do seu tamanho, mas ainda é dura e pálida. Bisr é quando a fruta começa a amolecer na ponta. Ao chegar a tamr, as frutas estão prontas para ser embaladas. A tâmara bahri é uma das poucas espécies boas para consumo na fase khalal.

As  barhi, que provavelmente tiveram sua origem em Barsa, no Iraque, são populares no mundo inteiro. Começaram a ser cultivadas na Califórnia no início do século XX. Firmes, arredondadas, de um tom amarelo pálido, crocantes como uma maçã quando ainda não na fase khalal, são naturalmente ricas em açúcar. Na fase rutab, passam a ser chamadas de “bolas de mel” por conta do líquido doce que se acumula sob sua superfície  frágil.

Fase Rutab.

Sabor: As tâmaras barhi são crocantes, firmes e ligeiramente fibrosas, com uma suave adstringência até que os sabores explodem na boca. Espere encontrar notas de cana-de-açúcar, canela, frutas cozidas e cristalizadas.

Akee

O nome botânico Blighia sapida foi herdado do infame capitão Bligh. O fruto avermelhado, em forma de pêra,  que cresce em cachos em uma árvore perene é nativo das florestas da Costa do Marfim e da Costa Dourada da África Ocidental.  Conta-se que Bligh teria levado a planta em navios negreiros, em 1793, para a Jamaica, onde hoje é a fruta nacional e aparece ao lado do bacalhau no prato típico do país, akee com peixe salgado.

Akee.

Deve ser colhido apenas quando fica inteiramente  vermelho e se rasga como um sorriso ou um bocejo, revelando as sementes negras e o arilo polpudo, em amarelo-creme, que as envolve. Só a polpa serve para comer; o resto do akee maduro e o akee verde são tóxicos e podem matar. (O akee em lata pode ser encontrado em muitas partes do mundo e é inteiramente comestível.

Akee em Lata.

Essa fruta parece e tem o gosto de ovos mexidos bem cremosos. Há quem a compare a miolos, daí seu nome alternativo de “cérebro vegetal”. Às vezes o akee é transformado em curry e usado como recheio de empadas. Pode ser empregado em uma sopa ou em um cozido vegetariano.

Sabor: O akee tem paladar suave que facilmente se impregna dos outros ingredientes de um prato.A textura é mais lisa e mais liquefeita do que as de ovos mexidos.

 

Fonte: Extraído do Livro 1001 Comidas Para Provar Antes de Morrer.

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Até a próxima.

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