1001 Comidas #10

Algum tempo atrás eu tive a oportunidade de adquirir um exemplar de um livro chamado “1001 Comidas Para Comer Antes De Morrer”, e digo que vale a pena para os curiosos como eu.

Pensando nisso resolvi trazer uma série que chamarei “As 1001 comidas”, onde trarei todo mês dois alimentos  conhecidos ou não em nossas terras e do mundo a fora.
Convido a você a fazer parte desse desbravamento cultural e gastronômico.

Logo, se o que for postado tiver algum significado para você, deixe sua colaboração contando sua história nos comentários e assim agregará muito valor e conhecimento para todos nós.

As 1001 Comidas.

 

 

Mazhanje.

Altamente valorizada como cultura comercial na África, a mazhanje é a fruta tropical da Uapaca Kirkiana, árvore nativa que cresce em altitudes moderadas nas áreas que recebem boas chuvas e estão livres de geadas.
Antílopes e elefantes também apreciam a fruta caída no chão, em fermentação. Popular no Zimbábue, o nome da fruta está na língua shona. Em inglês é chamada de wild loquat (nêspera silvestre) e por inúmeros outros nomes na África.

Mazhanje.

A árvore frutífera cresce na zona ecológica de Miombo, floresta no sul da África que se estende por países como Zimbábue, Angola, Namíbia, Botswana, África do Sul, Zâmbia, Tanzânia e Moçambique. A fruta, que parece uma baga e pode chegar a 4 cm de diâmetro, tem uma pele amarga, marrom avermelhada, e uma polpa amarelo amarronzada com varias sementes brancas e duras embutidas. A polpa pode ser consumida crua, mas a casca dura, com taninos amargos e sementes, é desprezada. Uma fruta madura pode pesar 50g. A mazhanje tem pouca gordura e muito potássio e é muito valorizada por seus nutrientes em regiões onde há fome.

Árvore de Mazhanje.
É Vendida na Beira das Estradas.

A fruta silvestre costuma ser colhida por mulheres e crianças dos ramos baixos da planta ou do chão, para ser, em seguida, vendida na beira das estradas. A polpa madura é usada para adoçar mingau de maisena e também entra na preparação de cervejas regionais, bolos e uma geléia que costuma ser comida com pão. É comum a venda de uma colherada de geléia por vez. Essa fruta tropical também pode ser esmagada e deixada de molho para fermentar, a fim de produzir um vinho doce e inebriante. Em Malavi, a fruta é usada na fabricação de uma cerveja opaca chamada napolo ukana e um gim chamado kachasu.

Sabor: A polpa madura da fruta mazhanje tem um sabor adocicado semelhante a uma combinação de laranja e pêra, mas com a textura carnuda da abóbora.

Arraia.

Ao contrário de muitos pratos clássicos que ganharam um visual nos últimos anos, a arraia assada servida com beurre noisette, salsa, limão e alcaparras felizmente permaneceu intocada na maioria dos cardápios de restaurantes. A parte deste peixe consumida com mais frequência são as asas (nadadeiras), embora “nobs”  de arraia (nacos do músculo do dorso é da cabeça) às vezes estejam disponíveis.

Arraia com Beurre Noisette.

Como acontece com muitos peixes populares, existe uma preocupação a respeito da sustentabilidade de algumas espécies de arraia. Infelizmente, as “verdadeiras” arraias (algumas das quais estão ameaçadas) e as jamantas (algumas das quais ainda são abundantes) são difíceis de diferenciar na banca do peixeiro: a pele, um traço característico, é retirada antes da venda. A arraia cresce devagar, levando 5 a 10 anos para se tornar adulta, e só põe uma pequena quantidade de ovos. É, portanto, vulnerável à pesca predatória. Da mesma forma que outros peixes cartilaginosos, excreta uréia pela carne e, se não for armazenada corretamente, fica com cheiro de amônia, um sinal de deterioração. Não é aconselhável comprar peixes (nem frutos do mar em geral) nestas condições, pois estão impróprios para o consumo.

As Nadadeiras São as Partes Mais Consumidas.

Sabor: A carne de textura delicada das nadadeiras fica em faixas que cobrem uma cartilagem em forma de teia e pode ser feita no vapor, assada ou frita. O sabor incomparável tem toque de anis.

Fonte: Extraído do Livro 1001 Comidas Para Provar Antes de Morrer.

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Até a próxima.

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