1001 Comidas #9

Algum tempo atrás eu tive a oportunidade de adquirir um exemplar de um livro chamado “1001 Comidas Para Comer Antes De Morrer”, e digo que vale a pena para os curiosos como eu.

Pensando nisso resolvi trazer uma série que chamarei “As 1001 comidas”, onde trarei todo mês dois alimentos  conhecidos ou não em nossas terras e do mundo a fora.
Convido a você a fazer parte desse desbravamento cultural e gastronômico.

Logo, se o que for postado tiver algum significado para você, deixe sua colaboração contando sua história nos comentários e assim agregará muito valor e conhecimento para todos nós.

As 1001 Comidas.

Riberry

Bundjalung.

Parente próximo do cravo-da-índia, o riberry (Syzygium leumanni) é uma pequena árvore da floresta originalmente encontrada na região norte de New South Wales (Austrália), onde costuma servir de alimento para os povos bundjalung e outros clãs locais. Hoje em dia, vem sendo usada como planta ornamental. Plantas com 10 anos de idade, e mesmo as espécies cultivadas em vasos, podem apresentar uma quantidade impressionante de cachos  de frutos com formato de coração, em cores que variam de rosa ao escarlate, alguns meses antes do Natal. As frutas são colhidas manualmente, têm os talos retirados e em seguida são lavadas e limpas. Então são congeladas para o armazenamento ou transformadas em saborosas conservas, como pastas e vinagres aromatizados.

 

Deliciosa em sobremesas, especialmente quando combinada com chocolate – a conserva comercial de riberry se armoniza esplendidamente com uma opulenta musse de chocolate -, a fruta também funciona bem em drinques, como o riberry vodkatini, ou misturada em fritadas ao estilo chinês. Uma combinação clássica na Austrália é a carne de canguru cozida acompanhada por um caldo à base de vinho do Porto e conserva de riberry. A doçura das frutas açucaradas pode ser obscurecida por vinagre de vinho tinto. Sem caldo, os riberries ficam perfeitos com queijo.

Riberry.

Sabor: As frutas sem caroço têm uma textura refrescante semelhante à da melancia e aromas de cravo e canela. O cravo aparece com mais intensidade nas variedades com caroço.

 

Feijão Petai.

Também conhecida como feijão verde de vagem torta, o petai (Parkia speciosa) nasce em belas vagens espirais que parecem ter saído de algum livro de Tolkien. Se a aparência lembra elfos, o sabor é certamente coisa dos anões, com uma passagem por minas de enxofre. Em alguns lugares, esses feijões são chamados de fedidos por um bom motivo, pois seu aroma permanece em quem os consome, como acontece com o alho e com o aspargo.

Feijão Petai.

Os grãos esmigalham-se suavemente entre os dentes e têm nuances de nozes. De fato, chegam a lembrar amêndoas Marcona na cor verde-jade, suavemente tortas e afiadas. No sul da Tailândia, onde o petai é chamado de sattow ou sattor, são consumidas duas variedades diferentes: a sattowkow, que tem vagens tortas e grãos mais doces, e a sattow dam, com vagens direitas e maiores – são feijões de cheiro mais forte que costumam ser transformados em picles. Tanto naquele país quanto do outro lado da fronteira, na Malásia, o petai é preparado na frigideira wok com camarões e uma pasta apimentada. Os malaios também gostam de consumi-lo como parte de uma refeição típica composta de uma variedade de ervas e vegetais comidos com sambas.

Grãos.

Sabor: O petai tem sabor um agradável que remete à noz, uma característica sutilmente terrosa e doce que lembra as favas, mas com uma aura que traz ao paladar um toque de alho.

Fonte: Extraído do Livro 1001 Comidas Para Provar Antes de Morrer.

 

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Até a próxima.

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1 comentário

  1. Muito interessante! Sempre gosto de conhecer as frutas. Pena não ter acesso a elas. Daria uma ótima geleia. Bom post. Vou tentar compartilhar com as opções que o blog me dá.

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