1001 Comidas #8

Algum tempo atrás eu tive a oportunidade de adquirir um exemplar de um livro chamado “1001 Comidas Para Comer Antes De Morrer”, e digo que vale a pena para os curiosos como eu. Pensando nisso resolvi trazer uma série que chamarei “As 1001 comidas”, onde trarei todo mês dois alimentos  conhecidos ou não em nossas terras e do mundo a fora. Convido a você a fazer parte desse desbravamento cultural e gastronômico.

Logo, se o que for postado tiver algum significado para você, deixe sua colaboração contando sua história nos comentários e assim agregará muito valor e conhecimento para todos nós.

As 1001 Comidas.

Sea Buckthorn

Está planta espinhosa (Hippopahae rhamnoides), com bagas de cor laranja vivo, é nativa do norte da Ásia e da Europa e foi uma das primeiras a se estabelecer na Escandinávia depois da era glacial. Resistente e vigorosa, é uma espécie pioneira, capaz de resistir às intempéries, e cresce em montanhas arenosas e áreas costeiras.

Sea Buckthorn (Imagem Ilustrativa).

A fruta desta planta há muito vem sendo elogiada por suas propriedades salutares, mencionadas em antigos textos médicos do Tibete, além de aparecer nas tradicionais medicinas chinesa e aiurvédica, na índia. Hoje em dia, as bagas, incrivelmente ricas em vitaminas C e E, têm sido anunciadas como “superfrutas”, e pesquisas vêm sendo realizadas para explorar sua capacidade de reduzir o colesterol.

O arbusto resistente é coberto de longos espinhos, o que explica o seu nome em inglês (uma tradução livre seria “espinheiro marítimo”),  sendo também conhecido como espinheiro alpino e abacaxi siberiano.  Essa defesa natural torna difícil a coleta das bagas, embora haja variedades sem espinhos cultivadas na Rússia. Na Escandinávia, uma ferramenta especial é utilizada para extrair o suco enquanto o fruto ainda está no pé. Em outros lugares, os arbustos são sacudidos – mecânica ou manualmente – para que os frutos se soltem.

Na Escandinávia, as bagas agridoces são consideradas uma iguaria especial. Já apareceram no prestigioso jantar da entrega do prêmio Nobel como ingrediente principal de um sorvete tradicional. O suco é usado na confecção de sobremesas, geléias, molhos e bebidas alcoólicas, como o schnapps.

 

Schnapps (Imagem Ilustrativa).

 

Lojas de produtos naturais vendem as bagas secas e pulverizadas, que podem ser misturadas em smothies ou salpicadas sobre iogurte ou mingau. Seu suco também é consumido, geralmente combinado com o de frutas. A planta ainda é utilizada pela medicina fitoterápica e em produtos para a pele.

Sabor: os frutos têm um sabor cítrico inconfundível e um aroma fresco que alguns acham parecido com o maracujá. Muitos preferem o suco batido com a fruta in natura.

 

Mange -Tout

A mange – tout, ou “ervilha da neve”, é uma modalidade da Pisum sativum colhida no início da primavera, quando ainda há neve no solo em muitas regiões. Um tipo de ervilha em vagem ganhou este nome pelo fato de que tanto a vagem quanto as ervilhas ainda verdes são comestíveis. Ainda mais tenra do que a variedade sugar – snap, é ideal para ser comida com vagem e tudo.

Mange – tout (Imagem Ilustrativa).

 

Deve ser consumida ainda achatada e jovem, quando as sementes mal tiveram tempo de se desenvolver. Legumes, incluindo muitas variedades de ervilha, foram colhidos em estado silvestre há muitos milhares de anos. As ervilhas provavelmente apareceram na Ásia ocidental, não muito longe de onde os antigos gregos as cultivam por volta de 400 ou 500 a.C., e a Pisum sativum já era bem conhecida na China no século VII da era cristã.

Mais de mil anos depois, a mange – tout foi uma das 30 e poucas variedades de ervilha plantadas por Thomas Jefferson em sua propriedade em cello, na Virgínia. Podem ser comidas cruas ou ligeiramente cozidas, além de marcarem presença em fritadas por toda a Ásia.

Mange – Tout Com Camarões ao Curry (Imagem Ilustrativa).

 

Contribuem com cor e textura em saladas, sopas, arrozes e massas e também servem de acompanhamento para carnes e peixes.

Sabor: São parecidos com ervilhas comuns, menos ricas em amido e doces ao paladar. Cruas ou ligeiramente cozidas, têm um gosto límpido, doce e levemente herbáceo.

 

 

Fonte: Extraído do Livro 1001 Comidas Para Provar Antes de Morrer.

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Até a próxima.
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