As 1001 Comidas #7

Algum tempo atrás eu tive a oportunidade de adquirir um exemplar de um livro chamado “1001 Comidas Para Comer Antes De Morrer”, e digo que vale a pena para os curiosos como eu.

Pensando nisso resolvi trazer uma série que chamarei “As 1001 comidas”, onde trarei todo mês dois alimentos  conhecidos ou não em nossas terras e do mundo a fora. Convido a você a fazer parte desse desbravamento cultural e gastronômico.

Logo, se o que for postado tiver algum significado para você, deixe sua colaboração contando sua história nos comentários e assim agregará muito valor e conhecimento para todos nós.

As 1001 Comidas.

 

Fruta Milagrosa.

Nativa da África Ocidental, onde cresce em arbustos semelhantes aos da azálea, extremamente doce, a fruta milagrosa deve esse nome à miraculina* que contém, embora qualquer vigilante do peso com uma queda por doces garanta que a planta também faz milagres.

Usadas há centenas de anos na sua terra natal, passou a receber a atenção do Ocidente graças ao explorador norte-americano David Fairchild, nos anos 1930.

Fruta Milagrosa (Imagem Ilustrativa).

A miraculina é um tipo de proteína capaz de convencer as papilas gustativas de que alimentos azedos são, na realidade, doces. Esse atributo foi explorado em todo o seu potencial por um café de Tóquio que garantia, para atrair a clientela, que não tinha qualquer prato no menu que contasse mais de 100 calorias.

Os japoneses de regime que se acotovelam as mesas puderam se deliciar com bolos e sobremesas feitos com quantidades impressionantes de limão e lima, depois de ter comido apenas uma frutinha. A miraculina funciona ao ligar sua molécula de glicoproteína ativa e algumas cadeias de carboidratos aos receptores nos botões gustativos: a molécula altera a função deles durante um breve período. A fruta não faz com que as comidas doces pareçam mais doces, pois não essencialmente um adoçante. Seu efeito depende do que é consumido em seguida e tem sido usada para tornar remédios amargos mais agradáveis.

As bagas vermelhas têm o tamanho de uma uva e se desenvolvem a partir de flores pequenas e brancas. Embora sejam usadas na África Ocidental como adoçante há muitos séculos, permaneceram desconhecidas no resto do mundo, pois os arbustos não florescem em climas mais temperados e, como estragavam com facilidade, sua exportação era impossível. Graças ao congelamento a seco, essa fruta agora pode ser apreciada em todo mundo.

 

Fruta Milagrosa (Imagem Ilustrativa)

* Mesmo que a fruta em si não seja doce, a mesma contém uma molécula ativa de glicoproteína, com algumas cadeias de carboidratos, chamada Miraculina.

Sabor: despreze o caroço e mastigue a polpa insípida e ligeiramente doce. Tudo que você comer em seguida, por mais azedo que seja parecerá doce por algumas horas.

Ervilha Lumignano.

Em torno de Lumignano, nas colinas Berci, no Veneto, região no norte da Itália, é cultivada há séculos uma variedade maravilhosamente doce e suculenta de ervilha. A produção é reduzida, porém, e qualquer um que tenha a sorte de se encontrar na região na primavera deve procurá-la.

Ervilha Lumignano (Imagem Ilustrativa).

 

Supostamente, foram os monges beneditinos que trouxeram as ervilhas para as colinas, há cerca de mil anos. Por acidente ou de propósito, selecionaram o microclima ideal: as paredes de rocha desnudas conservavam o calor do sol como um aquecedor, envolvendo as plantas enquanto o sol incidia do alto, o que em pouco tempo deixava as ervilhas maduras e doces.

Por séculos os fazendeiros continuaram o trabalho dos monges, adaptando métodos de cultivo e construindo terraços íngremes para chegar aos melhores lugares: tudo o que é usado, da semeadura à colheita, é transportado pelas encostas nos ombros dos agricultores. Hoje em dia, as ervilhas são colhidas de abril a maio, quando um festival – o Sagra dei Bisi – acontece para celebrar. As ervilhas têm um desempenho excepcional na famosa sopa veneziana risi e bisi (arroz com ervilhas).

risi e bisi (Imagem Ilustrativa).

 

Sabor: crocantes e macias, as vagens de sabor refrescante revelam ervilhas suculentas, pequenas, em tom verde vivo, que trazem uma deliciosa doçura à boca.

Fonte: Extraído do Livro 1001 Comidas Para Provar Antes de Morrer.

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Até a próxima.
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