As 1001 Comidas #6

Algum tempo atrás eu tive a oportunidade de adquirir um exemplar de um livro chamado “1001 Comidas Para Comer Antes De Morrer”, e digo que vale a pena para os curiosos como eu.

Pensando nisso resolvi trazer uma série que chamarei “As 1001 comidas”, onde trarei todo mês dois alimentos  conhecidos ou não em nossas terras e do mundo a fora. Convido a você a fazer parte desse desbravamento cultural e gastronômico.

Logo, se o que for postado tiver algum significado para você, deixe sua colaboração contando sua história nos comentários e assim agregará muito valor e conhecimento para todos nós.

As 1001 Comidas.

Marula

Conta a sabedoria popular que os elefantes ficam inebriados depois de comer os frutos levemente fermentados que caem da árvore de marula. Certamente os elefantes parecem ter preferência por essa fruta – na África do Sul a marula é conhecida como “árvore dos elefantes”.

Seja como for, a Scelerocarya birrea vem alimentando diversas criaturas no sul da África, possivelmente desde 10.000 a.C. Desenvolvendo-se melhor em terrenos secos e arenosos, capaz de resistir a períodos de secas, essa árvore é uma visão familiar na savana e nas estepes africanas nas dias de hoje.

“…elefantes ficam inebriados depois de comer os frutos…” (Foto Ilustrativa)

Em muitas partes da África a marula é considerada uma árvore sagrada à qual atribuem muitos poderes, entre eles a fertilidade e a virilidade. Entre o povo venda, a casca era usada para escolher o sexo de uma criança antes do nascimento.

A infusão da casca de uma árvore macho supostamente produziria um menino, enquanto a infusão da árvore fêmea traria uma menina. Graças ao status sagrado da planta, a colheita das frutas de marula silvestre é motivo de comemoração e festas.

 

Marula. (Foto Ilustrativa)

 

 

Mampoer. (Foto Ilustrativa)

 

A marula é uma árvore generosa, de muitos frutos, historicamente valorizada como fonte de alimento em muitas regiões da África. As frutas têm tamanho parecido com o de uma bola de golfe, semelhante ao verde até o amarelo pálido, bem mais ricas em vitamina do que a laranja.

A pele lisa, brilhante e amarelada envolve uma polpa branca. Quando está completamente madura, a fruta é usada em vários tipos de geléias. Também serve para fazer vinho, cerveja, o destilado caseiro da África do Sul conhecido como mampoer, e como ingrediente do licor cremoso Amarula. A noz dura e marrom dentro da fruta contém sementes comestíveis que também são apreciadas como alimento e utilizadas em mingaus ou como tempero. O óleo extraído das sementes é empregado em cosméticos.

Amarula. (Foto Ilustrativa)

Sabor: A marula tem um perfume frutado e terroso. Tire a casca e então morda a polpa em volta do caroço. Você vai sentir um sabor agridoce revigorante.

 

Alcachofra Romana.

O carciofo romanesco del Lazio (IGP), ou alcachofra romana, é um tipo requintado de flor em forma de globo, com uma cabeça grande e esférica e folhas verdes levemente tingidas de um violeta rosado. A história exata da Cynara scolymus é um pouco nebulosa.

Alguns acreditam que ela apareceu na antiga Sicília. Outros afirmam que a planta conhecida pelos gregos e romanos era, na verdade, um tipo de cardo. Desapareceu de vista até reaparecer na Itália, durante o Renascimento. Hoje muitas variedades crescem pelo país.

 

Alcachofra Romana. (Foto Ilustrativa)

Na maioria dos casos, a alcachofra romana é cultivada ao longo da costa do Lazio, nas proximidades de Roma, até imediações de Civitavechia. A planta cresce em ambientes salgados e o solo costeiro oferece condições ideais para seu cultivo. A estação começa no final do inverno e se estende até o início da primavera. Como acontece com tantas outras coisas comestíveis e italianas, sua chegada é a senha para uma festa.

Em abril, a cidade costeira de Ladispoli organiza um festival que motiva todos os restaurantes da cidade a produzirem a melhor receita com alcachofra. Na festa de Velletri, as flores são cozidas sobre fogo alimentado com seus próprios brotos secos.

 

 

Sabor: valorizada por ser mais macia que suas primas, a alcachofra romana tem sabor suave e cremoso e no final deixa um gosto ligeiramente metálico com toques de doçura.

 

Fonte: Extraído do Livro 1001 Comidas Para Provar Antes de Morrer.

Não esqueçam de comentar e compartilhar nas redes sociais, isso faz uma grande diferença!

Até a próxima.
Meu email: [email protected]
Instagram: @pdsblog

Gostou deste post?

Que tal receber conteúdo como este diretamente em seu email?

Você pode gostar também

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *