As 1001 Comidas #5

Algum tempo atrás eu tive a oportunidade de adquirir um exemplar de um livro chamado “1001 Comidas Para Comer Antes De Morrer”, e digo que vale a pena para os curiosos como eu.

Pensando nisso resolvi trazer uma série que chamarei “As 1001 comidas”, onde trarei todo mês dois alimentos  conhecidos ou não em nossas terras e do mundo a fora. Convido a você a fazer parte desse desbravamento cultural e gastronômico.
Logo, se o que for postado tiver algum significado para você, deixe sua colaboração contando sua história nos comentários e assim agregará muito valor e conhecimento para todos nós.

As 1001 Comidas.

Morango Silvestre

Os franceses chamam de fraise des bois, assim como os italianos, que dizem fragole di bosque, o que sugere que esses minúsculos e deliciosos morangos seriam frutas silvestres. É verdade que são encontrados em sua forma selvagem, mas são mais comumente cultivados em quintais, desde o século XIV.

O rei francês Carlos V ordenou que seu jardineiro plantasse 12 mil pés em 1386. Diferente do que costuma acontecer com seus primos maiores, os pés de morango silvestre (fragata vesca) dão frutos durante todo o verão. Em tamanho, podem ser menores do que uma groselha ou o equivalente a uma unha do dedo mindinho. Alguns são mais secos, ou mais suculentos, ou mais doces que outros, mas todos têm uma fragrância forte e distinta.

Morangos Silvestres. (Foto Ilustrativa)

Os morangos silvestres são altamente perecíveis e por isso raramente atingem produção em escala comercial. A colheita exige dedos delicados, pois se machucam com facilidade e, nesse caso, perdem a cor durante o século XVII, as plantas foram retiradas do mato e replantadas em jardins.

Na Grã-Bretanha, durante a Regência, as plantas com frutos eram colocadas nas mesas para que os comensais se servissem à vontade. Embora o morango silvestre seja ingrediente da irresistível tarte aux fraises de bois e dê um esplêndido sorbet, nada se compara ao sabor da fruta fresca.

 

Tarte Aux Fraises de Bois.(Foto Ilustrativa)

 

Sabor: nada melhor do que consumir um punhado de morangos silvestres perfeitamente maduros. Individualmente, a fruta pode ser um pouco azeda, mas com a boca cheia delas é possível desfrutar seu intenso sabor.

Flor de Bananeira.

Com a forma de uma bala de revólver, pesada e protegida por folhas da bananeira ou broto da banana tem uma aparência formidável. Entretanto, a rudeza exterior esconde um ingrediente de delicadeza surpreendente, que costuma ser comparado à alcachofra.

As folhas externas, muito espessas, se abrem para revelar brácteas compactadas, mais macias, em tonalidades de rosa-pálido ou bordô, que são uma espécie de banana em miniatura. Ambas têm sabor terroso e adstringente. As flores em si também têm traços de amargor.

As flores de bananeira são corriqueiras nos mercados do Vietnã, da Tailândia, das Filipinas e Camboja, onde são comidas cruas ou aferventadas em saladas com molhos à base de vinagre ou frutas cítricas, cozidas até ficarem macias em sopas ou molhos à base de leite de coco, ou picadas para acompanhar pratos de macarrão e em refeições coletivas que lembram o fondue e são conhecidas pelo nome de “barco a vapor”.

 

Flor de bananeira. (Foto Ilustrativa)

As flores pequenas e arredondadas costumam ser mais saborosas do que as maiores e pontudas. Podem mudar de cor até chegar ao marrom muito rapidamente quando fatiadas, por isso costumam ser postas de molho em água com vinagre assim que são cortadas.

 

(Foto Ilustrativa)

 

Sabor: flores de bananeira têm textura crocante do palmito, fortificada por mais fibras. Seu sabor, com leves toques de noz, lembra alcachofra, cogumelo e abobrinha.

 

Fonte: Extraído do Livro 1001 Comidas Para Provar Antes de Morrer.

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Até a próxima.
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