Foodbloggers: A Série. #3 Gordirce.

O Instagram sem dúvidas é a rede social do momento – o Snapchat segue colado, trazendo seus adeptos fervorosos. Quando comecei com uma conta, meio que despretensiosa, não sabia que conheceria gente tão legal e comprometida com blogs de comida, que me inspiram até hoje.

Conheci a Dirce assim, lendo comentários em instablogs – gente que utiliza a rede social como método de divulgação de seus trabalhos com comida e outros mais. Logo de cara me identifiquei com o perfil com que ela utilizava e também, a gastronomia por ela demonstrada – comida manauara. A sacada de fundir seu nome – Dirce -, com uma das palavras mais usadas pelos admiradores de comida do momento – “gordice” -, foi para mim, genial.

Desde então tenho acompanhado seu trabalho tanto no IG – Instagram – como no You Tube e achei primordial ter sua história no meu cantinho.

Foodbloggers: A Série!

Espero que gostem!

Dirce Quintino – Gordirce.

Minha relação com a cozinha vem do início da adolescência, quando eu apenas ajudava minha mãe com algumas tarefas simples como pilar pimenta-do-reino, reparar alguma panela que estava no fogão ou lavar o arroz. Não tenho nenhuma história romântica como a maioria das pessoas do meio gastronômico que falam que cozinham desde criança, até porque eu, quando era criança, estava mais preocupada em brincar e ver desenhos.

Mas a relação com comida eu considero um pouco mais remota e também está ligada à minha mãe, que sempre teve  o hábito de cultivar plantas frutíferas e ervas aromáticas como alfavaca no quintal. Então, de certa forma, esse contato com comida fresca é mais íntimo e é algo que valorizo até hoje.

Foto Ilustrativa.

Por outro lado, lembro também de um programa de culinária que eu via bastante quando criança, era o da confeiteira argentina Marta Ballina. Ela fazia coisas incríveis com bolos e talvez, tenha sido aí, que meu interesse por programas de culinária nasceu e desde então comecei a acompanhar outras produções semelhantes na TV.

Cozinhar de fato só passou a ser uma rotina para mim na vida adulta, porque, afinal, eu já sabia fazer, e de tanto ver programa de culinária eu queria comer coisas diferentes. Daí eu comecei a testar algumas coisas que ia aprendendo, procurava por receitas e ia praticando como quem não quer nada. Já em 2013, eu comecei a fotografar algumas coisas que eu fazia e resolvi organizar e compartilhar tudo em um álbum do Facebook.

Foi aí que eu senti vontade de ter um blog de culinária. Daí registrei domínio, mas protelei por mais um ano e o blog só entrou no ar em agosto de 2014. Parte desse atraso se deve ao fato de que eu tinha colocado na cabeça que eu não queria só ensinar receitas com texto e foto, eu queria fazer vídeos.

 

Foto Ilustrativa.

 

Então, gravei um vídeo que ficou bem ruim, no qual eu ensinava uma receita de tapioca recheada e (por incrível que pareça) esse é o vídeo mais assistido do canal. Na época eu contava com a ajuda do meu sobrinho de 12 anos, que tentava gravar com a câmera, mas nossos horários não eram muito compatíveis e depois passei a gravar tudo sozinha. É um processo trabalhoso cozinhar e gravar ao mesmo tempo, editar e divulgar depois.

Mas quando a gente realmente gosta de algo e quer fazê-lo não dá para esperar pelos outros. Desde a criação do canal, os vídeos já sofreram algumas mudanças. Passei a apresentar e narrar os vídeos e aos poucos ele está criando uma forma e narrativa própria.  É um processo lento, mas que eu curto muito fazer e aos poucos o reconhecimento vem surgindo organicamente.

Uma das minhas preocupações desde o início do blog é o conteúdo. Sempre gostei de escrever e isso ajuda bastante para que eu não fique presa a textos curtinhos ou listas. Quando o blog tinha mais colaboradores eu sempre busquei orientar para que o texto fosse mais pessoal e informativo possível, porque apesar de ser um blog pessoal, acho que é possível construir uma mensagem interessante para o público, que não soe como algum texto formatado para divulgação de um produto ou jabá descarado.

Então, além dos vídeos, o Gordirce possui umas editorias que buscam esse propósito. Há também a “Burrrp”, que é dedicada às cervejas artesanais (que é assinada pelo Antonio Junior), a “Sopa de Letrinhas”, que fala sobre livros de culinária e o “Rolê”, que busca fazer resenhas sobre restaurantes ou algum outro lugar que esteja relacionado com comida.  Estamos engatinhando nessa construção, mas acho que conseguimos nos diferenciar pelo conteúdo mais amplo, mas ainda assim dentro do universo de comida.

Dirce Quintino coordena o “Gordirce” com colaboração de Antonio Felinto Jr.

 

Acho que a melhor coisa de ter um blog é poder aprender cada vez mais sobre diversas coisas que você tem interesse e compartilhar esse conhecimento com outras pessoas. É um campo maravilhoso, que permite criar conteúdo sem tantos recursos já que para comer bem, sem gastar muito – nos tempos em que vivemos – é complicado.

Resumindo, basta ter boas ideias e referências para que você consiga produzir algo de qualidade e sincero. É sensacional quando uma pessoa que você nunca viu na vida vem falar com você dizendo que fez uma receita que você ensinou e que deu certo.
De alguma forma, ainda que ínfima, é bom poder contribuir para que outras pessoas possam experimentar novos sabores e a partir daí tenham algum momento de felicidade.

Publicitária e criadora do Gordirce.

Não esqueçam de comentar e compartilhar nas redes sociais, isso faz uma grande diferença!

Até a próxima.
Meu email: [email protected]
Instagram: @pdsblog

Gostou deste post?

Que tal receber conteúdo como este diretamente em seu email?

Você pode gostar também

1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *