O Guia Michelin.

Lembro-me de quando ainda estava na faculdade – no primeiro período talvez -,
da professora comentando sobre um guia que selecionava os melhores restaurantes
e os premiava com estrelas. Na época, não compreendia bem o porquê de se falar
tanto sobre essas simples estrelas, é algo tão normal à classificação natural
do ruim, bom e excelente em tudo que se vê. Mais à frente percebi que o
reconhecimento em algo que se luta tanto é muito gratificante, quando se está
envolvido na área, pensando em inovação, com dias sem dormir direito, problemas
a serem resolvidos – o mínimo esperado é o reconhecimento do seu esforço.
Lembro que nesse período o tal livro das estrelas ainda não era encontrado no
Brasil – isso me deixava pensativo -,  porque, se tínhamos restaurantes tão bons
e muito bem falados até mesmo fora do Brasil?
Com o tempo, agora já conhecendo melhor a vida por trás das panelas, tornou-se um
dos meus sonhos trabalhar em um restaurante estrelado. Por um bom tempo ouvi
rumores sobre o guia vir para Brasil, e achava que seria legal, não ia ser
necessário ter que ir para outro país para ter essa experiência.  Sim, agora
alguns anos depois fomos premiados com o guia das estrelas, e consegui adquirir
um exemplar, desse item histórico. E de fato, é muito bom ter a “história” nas
mãos!

Um pouco sobre ele:

 

“ESTE GUIA NASCEU COM O SÉCULO; IRÁ DURAR TANTO QUANTO ELE”
Prefácio da primeira edição do guia MICHELIN, 1900.

 

Era uma vez no coração da França… 
Tudo começou em 1889, em Clermont-ferrand, quando os irmãos Michelin
fundaram a Manufacture Française de Pneumatiques Michelin – época em que
dirigir era uma grande aventura.
Em 1900, quando existiam menos de 3.000 carros circulando na França, os irmãos
Michelin tiveram a ideia de criar um pequeno guia com informações úteis para os
pioneiros das estradas, indicando estabelecimentos onde pudessem abastecer ou
trocar um pneu e recomendando lugares onde comer e dormir. Assim nasceu o guia
MICHELIN!
A proposta do guia era clara: descobrir os melhores hotéis e restaurantes de
todo o país. Com este objetivo, a MICHELIN contratou um verdadeiro exército de
inspetores profissionais anônimos, capacitados para explorar todas as regiões –
algo que nunca tinha sido feito!
Com o passar dos anos, as estradas precárias foram substituídas por rodovias
melhores e a empresa continuou a se desenvolver, lado a lado, com a gastronomia
do país: cozinheiros se tornaram chefs, artesãos se converteram em artistas e
pratos tradicionais se transformaram em autênticas obras de arte. Durante todo
o tempo, o guia MICHELIN, agora um fiel companheiro de viagem, continuou crescendo
– e incentivou – essas mudanças.
A mais famosa distinção atribuída pelo guia foi criada em 1926: A “étoile
de bonne table
” – a célebre estrela que, rapidamente, se consolidou como
referência no mundo gastronômico!
O Mais famoso dos pictogramas, mundialmente conhecido, é a estrela!
A princípio indicava “os hotéis que possuem uma cozinha renomada”. Um pouco depois,
o pódio se forma com a 2ª e a 3ª estrela, no interior da França, em 1931, e, em
Paris, em 1933.

 

 Classificação das estrelas:

   Cozinha Excepcional, vale a viagem.

   Cozinha excelente, vale o desvio.

   Cozinha muito boa na sua categoria.

Bibendum 

 

Conta a lenda que ele foi criado durante a Exposição Universal de Lyon, em 1894.
Observando uma pilha de pneus na entrada, Édouard Michelin vira-se para o irmão
e diz: “Veja, se tivesse braços iria parecer com um homem”! A ideia toma forma
com o ilustrador Marius Roussiollon, conhecido como O’Galop. Ele desenha um
homem feito de pneus, erguendo uma taça cheia de pregos e resíduos, com a
citação latina “Nunc est bibendum”, que significa “Agora ele é bebido”
(submetendo: o obstáculo). A frase atiça a imaginação do grande público.
Estamos em 1898: o boneco Michelin, o “Bibendum” nasceu!
 

O famoso boneco de pneus da Michelin – ficou cada vez mais conhecido e em
1911, o guia começou a cobrir toda a Europa. Em 2006, a coleção cruzou o
Atlântico, premiando, com estrelas, 39 restaurantes de Nova York. Em 2007 e
2008, o guia chegou a São Francisco e Los Angeles e, em 2011, foi à vez de
Chicago ganhar o seu próprio guia Michelin – o boneco Michelin se tornou um
verdadeiro americano.
Em novembro de 2007, Bibendum deu seus primeiros passos em direção à Ásia:
em reconhecimento a excelência da cozinha japonesa, choveram estrelas em
Tóquio, cuja gastronomia estava em alta. Em seguida, vieram os guias de kyoto,
Kobe, Osaka e Nara. Com yokohama e Sonham.
Hong Kong e Macau chegaram em 2009, colocando, definitivamente, o Guia
MICHELIN, no mapa do Extremo Oriente.
Atualmente, a coleção cobre 24 títulos em 24 países, com mais de 30 milhões de
cópias vendidas em um século.  Um recorde!

 

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Até a próxima.
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