Porque Você Come Orgânicos?

Seria o Tal Raio Gourmetizador?
Seria mais uma desculpa de encarecer os pratos, efeito do
tal raio “gourmetizador” que está na moda?!
A grande verdade é que, para manter uma alimentação de
qualidade, não significa necessariamente que tudo tenha que ser do mais caro do
mercado.  Temos muito essa visão de que, se é caro, sem dúvida é o melhor.
Mas isso não se aplica em sua totalidade na gastronomia, pelo menos não sob meu
ponto de vista.
 
 
No Brasil e no mundo, cresce o número de pessoas dispostas a
pagar um extra para colocar no carrinho do supermercado alimentos produzidos
sem agrotóxicos, mas nem todos argumentos associados a essa tendência de
consumo são baseados em fatos científicos.
Um estudo da Universidade Stanford, nos EUA, comprovou que
orgânicos não possuem de fato mais vitaminas do que os alimentos cultivados de
maneira convencional. Em uma pesquisa realizada por uma empresa global, a
Nielsen Company, foi observado que mais da metade das pessoas (51%) colocavam
esses produtos em suas listas, acreditando serem uma opção mais nutritiva.
Vemos cada vez mais os produtos orgânicos em prateleiras de
supermercados, lojas gourmet, etc. Mas até que ponto as qualidades destacadas nesses
produtos fazem sentido? O que gastamos faz jus ao que adquirimos?
Com Qual Deles Ficar?
 

São mais saudáveis?

Após revisar 237 pesquisas sobre orgânicos, cientistas da
Universidade Stanford não acharam diferenças significativas de valores nutricionais
entre esses alimentos e os convencionais. Mas, de certa maneira, eles
encontraram mais resíduos de pesticidas na produção não orgânica, ainda que
geralmente dentro dos limites permitidos (isto é, em níveis que estudos
estabeleceram como seguros para a saúde do consumidor).

São mais gostosos?

Outro estudo aplicado pela Escola Superior de Agricultura
Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq – USP), em Piracicaba (SP),
mostrou diferenças, ainda que sutis, no teor de açúcar, na cor e na textura de
morangos orgânicos em relação aos de agricultura convencional. Mas testes cegos
feitos com base apenas na percepção do paladar não apontam, nem com morangos,
nem com outros alimentos, diferenças significativas nesse quesito.

Valem quanto pesam?

Uma vez que a quantidade de produtores é menor em relação à
demanda, os custos são mais altos, pois a produtividade é menor e os produtos
são sazonais. Uma das possibilidades citadas por uma engenheira agrônoma foi: “É
preciso haver políticas de incentivo e informação para o consumidor por meio de
redução de impostos para produtores e vendedores. Se isso foi feito para
carros, por que não fazer para alimentos orgânicos? “

São para todos?

É difícil conceber um futuro em que orgânicos alimentem toda
a população mundial. Atualmente, “apenas 1% da agricultura mundial é orgânica”,
diz Tom Standage, editor de negócios e tecnologia da revista The Economist e autor do livro “Uma
História Comestível da Humanidade”. No livro, ele argumenta que os
fertilizantes sintéticos, ao aumentar a disponibilidade de nitrogênio como
nutriente para plantas, foram responsáveis por aumentar a produção de
alimentos, diminuindo as mortes por fome e impulsionando o crescimento
populacional. Para abrir mão desses compostos químicos e substituí-los por
estrume, precisaríamos de muitos animais, que ocupariam muita terra que
deixaria de ser usada para o cultivo de alimentos.
Como Alimentar o Mundo Todo Com Orgânicos?
De fato, ao comprar orgânicos, você desestimula o uso
excessivo de defensivos agrícolas e cuida da saúde de quem produz seus
alimentos, diminuindo a exposição do trabalhador rural a agrotóxicos. “Se
o orgânico sai mais caro na ponta, com o convencional a sociedade pagará a
diferença mais para frente”, afirma o engenheiro agrônomo José Pedro
Santiago. Segundo ele, a fatura virá na forma de serviços de despoluição,
tratamento de doenças, desassoreamento de rios e lagos e recomposição do solo,
da fauna e da flora.
Os Produtos Devem Ter Esta Logo.

Então, com tudo isso, estaríamos em um impasse?
O que comemos com essa visão mais saudável é equivalente ao que comemos de
maneira desregrada? Repensemos nossos conceitos.

Não esqueçam de comentar e compartilhar, isso faz uma grande diferença!

 Até a próxima.
Meu email é [email protected]

 Fonte: Revista Super Interessante

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2 Comentários

  1. Esse tema dos orgânicos é bem legal. Eu acho que o segredo é mudar o jeito de pensar, trocando quantidade por qualidade. Comer menos industrializados e vegetais foras de época e concentrar o orçamento da casa nos orgânicos. Ainda não consigo fazer isso 100%, mas é meu objetivo a longo-prazo. Assim podemos também aumentar a demanda, o que diminuirá o preço. E isso de que o agrotóxico existe pra aumentar a produção não me convence. Até porque, o problema da fome mundial não é falta de comida, é má distribuição.

  2. Oi Mari,
    O grande problemas talvez esteja na base cultural alimentar das famílias!
    Tiro a minha como exemplo, não tínhamos o costume de comer verduras e legumes diferenciadas. Lembro que era sempre cebola, tomate e alface – quando tinha. Mas como você disse é um plano a longo prazo. Falta mais da população também em querer se alimentar melhor, mas cadê o tempo o tempo pra isso?!
    Fico feliz por ter voltado.
    Forte abraço.

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